A GAZETA DE ALGOL

"O morto do necrotério Guaron ressuscitou! Que medo!"

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Coluna do Orakio

Oi, pessoal. Aqui estou eu, Orakio Rob, em mais uma coluna do Orakio.

Antes de entrarmos em nosso assunto desta coluna, quero fazer algumas considerações. Em primeiro lugar, lembram de quado eu disse que vocês não encontrariam guias para os jogos nesse site? Bem, eu mudei de idéia… A primeira parte do guia de Phantasy Star I já está online, e quando vocês estiverem lendo isso, provavelmente outras partes ja estarão disponíveis.

Por quê eu mudei de idéia? Bom, acho que boa parte dos guias de PS que tem por aí são pouco detalhados, e cheguei à conclusão de que eu poderia fazer um guia bom de verdade, diferente de outros que se encontram aí pela rede, ou mesmo em revistas. Espero que concordem comigo, e com minha enorme pretensão :-)

Além disso, descobri que fazer um guia pode ser muito divertido. Confiram a seção Diário de bordo e vocês entenderão o que eu quero dizer…

Ah, e não esqueçamos do recém-inaugurado fórum de Algol! Viste e deixe sua menssagem, contribua para que criemos uma grande sociedade de admiradores de PS.

Bom, vamos ao que interessa: Nossa gazeta está completando dois meses, e atingimos a marca de 200 visitas, e a quantidade de visitas por dia continua aumentando, o que prova que mesmo sendo um jogo tão antigo, Phantasy Star continua despertando interesse nos jogadores de video game.

E minha coluna aborda um assunto relacionado a esse constante interesse. Vou falar sobre uma coisa que ajuda a manter acesa a chama de PS mesmo hoje, quinze anos após o lançamento da primeira versão.
A importância das fan fictions

Pois é, já são 15 anos desde o primeiro PS para o Master System; Em um mercado sempre tão cheio de novidades, grande parte dos jogos cai em um relativo esquecimento uns três anos depois de seu lançamento, exceto, é claro, quando constantes sequências são lançadas. No entanto, o último PS a ser lançado, excetuando-se PSO, que não tem um verdadeiro parentesco com a série, foi ps4, lançado em 1995. Agora temos um hiato de 7 anos, e ainda se fala do jogo com muita frequência. Qual é o segredo?

Existem várias razões para tanto sucesso, mas vou citar minha favorita. Todo fã de Phantasy Star que se preze ja fez ao menos uma rápida visita ao site phantasy star pages (se você ainda não fez, faça agora, e depois volte!). O site é carregado de histórias criadas pelos internautas, as fan fictions. Se você não sabe inglês, confira a versão tupiniquim aqui na gazeta. A enorme quantidade de histórias de fãs justifica-se, e explicarei porque.

PS é um jogo cheio de momentos memoráveis. Nenhum amante de RPGs consegue esquecer a morte de Nei em PS2, por exemplo. No entanto, quando PS2 foi lançado, não havia todo o aparato tecnológico que existe hoje, e os textos não eram tão elaborados como vemos ultimamente em jogos como Final Fantasy, por exemplo.

O que acontece é que, por causa disso, acaba ficando um buraco em alguns momentos importantes. Por exemplo, o que passou pela cabeça de Rolf ao ver Nei morrer? E como foi o dia seguinte? Os amigos o apoiaram, ele pensou em desistir da missão, jurou vingança contra a Mãe-Cérebro? É esse vazio que as fan fictions vem preencher. Essas “pontas soltas” na história de PS acabam criando um interesse constante pelo jogo. Sempre surgem novas interpretações sobre passagens da saga que a tecnologia da época não permitia aos jogos explorarem.

Outra coisa interessante é que após ler algumas fan fictions, o próprio jogo se torna mais emocionante. Temos aqui na gazeta, por exemplo, a tradução da fan fiction “i'll wait forever” (“Eu esperarei para sempre”), ecrita por Darrell Whitney. Nela, relata-se o drama de Miun, de PS3, que desempenha seu aparentemente curto papel na terceira geração, ao entregar as Miun Claws para Mieu. Mas ao ler a fan fiction, voce percebe que o papel de Miun era muito maior do que isso.

A história faz voce perceber que aqueles personagens que tem seus quinze minutos de fama possuem, na verdade, uma bagagem digna de figuras como Alis e Noah. A diferença é que suas hitórias não foram contadas. O resultado é que depois de ler a história, seu encontro com Miun será muito mais emocionante em PS3. Voce saberá pelo que ela passou, e que ela vagou defeituosa pelo deserto de Arídia por mais de 1000 anos, apenas na esperança de tornar a ver seu mestre Orakio mais uma vez. E não, eu nao sou esse Orakio, sou só um parente distante…

Essa é, em minha opinião, a coisa mais interessante sobre as fan fictions. Elas extendem a experiência de Phantasy Star infinitamente.

E agora que você sabe de tudo isso, não tem mais desculpas para não começar a escrever sua própria versão da história! A gazeta não conta apenas com traduções de fan fictions estrangeiras, já temos algumas histórias completamente brasileiras, e outras estão em andamento. Dê um pulo em nossa seção de fan fictions, mande seus escritos e ajude-nos a construir mais uma parte da mitologia de Algol. Afinal, o show tem que continuar.

Saudações Algolianas,

Orakio Rob, editor-chefe.

colunas/orakio/orakio_002.txt · Última modificação: 2009/01/13 11:58 (edição externa)

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