A GAZETA DE ALGOL

"O morto do necrotério Guaron ressuscitou! Que medo!"

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A Luz, a Escuridão e Deus

Autora: Neilast
Tradutor: Orakio Rob

Você já notou que as igrejas em Phantasy Star são muito semelhantes em aparência às igrejas Cristãs, a despeito de quais espécies habitem as cidades nas quais as igrejas estão localizadas? As chances de múltiplas culturas de outra galáxia desenvolverem uma religião quase idêntica a que temos na Terra são enormemente remotas, de forma que as semelhanças não podem ser explicadas como coincidência. Será que a mais razoável das respostas não seria a de que o mesmo Deus foi responsável pela criação de ambas as religiões?

Mesmo que a teoria não se aplique para a Terra e os mundos de Algol, ela poderia ser verdadeira ao menos para Palma e Dezóris. Os Palmianos e Dezorianos eram abertamente hostis uns com os outros até o Grande Colapso. Quase não havia contato entre as duas culturas. Logo, como poderia ser explicada a extrema semelhança em suas religiões exceto pela criação das duas ter vindo do mesmo Deus?

Eu sempre acreditei que, apesar das diferenças entre todas as religiões da Terra, todas as pessoas estão adorando e rezando para o mesmo Deus. E se isso se aplica a todos na Terra, também deve se aplicar ao povo de Algol, certo?

A seguir está a teoria do “Além de Algol” para a criação de Algol e suas três religiões irmãs. Com certeza ela é controversa, mas não deve ofender a ninguém. Se você não liga para essa teoria, então apenas a ignore. Ela serve apenas como um cenário extra e não é necessária para que se entenda ou aproveite as histórias do “Além de Algol.”


No começo, havia apenas Deus, um ser que viria a ser chamado de muitas coisas, incluindo Deus de Algol, ou Le-Dei-De-Algol. Ele criou um universo cheio de vida. Ele também criou um plano espiritual e uma raça de seres para habitá-lo.

Um dos seres que Deus criou estava mais próximo da perfeição do que todos os outros. Ele era o favorito de Deus. No entanto, o ser quase perfeito, ou Na-Mai-Paere, se tornou cada vez mais consciente de seu estado glorioso, e começou a achar que era melhor que Deus.

Um conflito começou entre os seres que Deus criou. Ainda que a maioria dos seres tenha ficado do lado de seu criador, alguns se uniram a Na-Mai-Paere. Aqueles que traíram seu criador foram banidos para uma dimensão negra e vazia.

Ao ver a ira divina, um e apenas um dos seres se arrependeu de verdade. Ele tentou alcançar Deus, e Deus o recebeu de braços abertos. Deus começou a puxar o espírito para casa. No entanto, Na-Mai-Paere se agarrou ao lado negro do coração do ser. Uma guerra titânica teve início, e o resultado foi a divsão do espírito em dois. Sua metade justa escapou da batalha, enquanto sua metade negra se uniu a Na-Mai-Praere nas profundezas escuras abaixo do universo.

Quando a metade justa viu o que seu gêmeo negro havia se tornado, ela se encheu de tristeza. Essa tristeza se intensificou quando viu seu gêmeo sair pelo universo com ordens de Na-Mai-Praere para destruir mundos e corromper mais almas.

O espírito se revoltou. Ele não tinha poderes para destruir seu gêmeo, já que ambos eram iguais em todos os pontos. Ele podia, no entanto, forçar seu gêmeo a retornar para as profundezas de onde viera. Então Deus, atendendo ao pedido do espírito heróico, criaria uma nova estrela para o universo e quatro planetas que a orbitariam. Esse sistema estelar, que foi chamado de Algol, foi posto na fronteira entre o universo e as outras regiões, lacrando-as.

No entanto, Na-Mai-Praere não foi enganado tão facilmente. Ele percebeu que a cada mil anos, o lacre se enfraquecia. Ele deu ao gêmeo demoníaco o poder de enviar sua alma negra para além da junção rumo ao universo sempre que isso acontecesse. Essas emanações vieram a ser conhecidas como Elm-Falzi, ou Dark Forces.

Em resposta a isso, Deus criou a vida nos três primeiros mundos. Essas três tribos sagradas se ergueriam todas as vezes que o lacre enfraquecesse e lutariam contra Elm-Falzi. Ainda que por vezes o preço fosse alto, os heróis que lutavam, que vieram a ser conhecidos como protetores, estavam divinamente destinados a ter sempre sucesso. E no quarto planeta, Deus colocou quatro espíritos que serviriam como guias para os protetores na hora em que mais precisassem.

Com seu trabalho concluído, o espírito bondoso retornou ao plano espiritual onde Deus e seu amigos viviam. Esse espírito passou a ser conhecido pelos primeiros habitantes de Algol como Le-Gy-Legeon, ou a Grande Luz, enquanto seu temido gêmeo ficou conhecido como Le-Gy-Thoul, ou a Escuridão Profunda.


Essa história era conhecida em detalhes apenas pelas primeiras gerações de sentinelas Algolianas. Com o passar de milhares de anos, se tornou uma lenda e um artigo da fé. A fé sobreviveu de maneira independente em Palma, Motávia, e Dezóris, ainda que evoluisse de maneira diferente em cada planeta

O hedonismo encorajado por Cérebro Mãe levou à morte da religião em Palma e Motávia. Ela se manteve apenas em uma pequena minoria de Dezorianos após o Grande Colapso, quando ela mais uma vez prosperou no gélido terceiro planeta.

A volta dos Espers deu um grande impulso à fé crescente. Os Espers nunca se esqueceram de sua antiga religião Palmiana. Nos séculos que se seguiram ao colapso, essa religião e a religião Dezoriana sobreviveram e cresceram lado a lado.

A volta das viagens espaciais implicou na volta da religião a Motávia, que há muito não a tinha. As diferentes fés mais ou menos se uniram ao longo de séculos de pacífica coexistência, já que se baseavam nas mesmas idéias e princípios. Na época do “Além de Algol,” a fé algoliana era mais forte do que nunca. A religião finalmente passou a ser um fator de união, e não de separação.

fanworks/teorias/teoria_neilast_010.txt · Última modificação: 2009/01/13 11:58 (edição externa)

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