A GAZETA DE ALGOL

"O morto do necrotério Guaron ressuscitou! Que medo!"

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O que é aparente não é evidente

Autor: Kal Banga

Fic sobre Phantasy Star 1, um final alternativo para o jogo.

Algol — 343 AW

Batalha Contra Dark Force:

— Hayaaaaaaaaaaaaaaaa — Alis salta e crava sua espada Laconiana no tórax negro de Dark Force. Em sua mente, os momentos que se seguiram até hoje passavam de maneira rápida, desde sua chegada em Algol até a batalha com a menina de cabelos negros. Olhou para a guerreira com os olhos cheios de ódio e desespero. Ainda tinha alguns segundos de vida.

— Não me destruam! Eu fiz coisas horríveis, é verdade, mas o destino que me espera é cruel demais! Quando os outros seres morrem eles vão para um outro plano de existência… Mas eu não vou a lugar algum! Vou desaparecer! — E aquilo o amedrontava de verdade. Até o pior dos demônios teme o esquecimento.

— É o que merece pela dor que causastes, demônio! - Grita Odin, segurando o machado Laconiano e uma pistola nas mãos.

— Mereço? Você acha que MEREÇO morrer? Você realmente acha que fiz tudo o que fiz sem um motivo? Se os heróis forem desse jeito, nós dois não seríamos tão diferentes!

— Motivo? Você não queria apenas destruir Algol? Que motivo é esse? — Diz o mago de cabelos azuis.

— Digo se me pouparem! Digo se me derem uma chance! Landale, você vai me matar como mataram seu irmão? Sem que ao menos que eu possa me defender ou explicar o motivo de minhas atitudes? Em completa desvantagem numérica?

Por um instante o coração de Alis parou. Nero havia morrido por ter especulado sobre Lassic, e não teve a minima chance de se defender ou explicar que fez o que fez para proteger Algol.

Ela havia se vingado, cortara a cabeça de Lassic, mas a sensação de alivio que ela esperava não veio. Ela iria fazer a mesma coisa que os algozes de seu irmão fizeram? Isso faria dela uma… heroína?

— MORRA CRIATURA DAS TREVAS!!!!! - Grita Odin, mirando a pistola entre os olhos da criatura.

— Espere Odin! — Grita Myau — Alis está… Usando uma magia de cura nele!

— Alis, o máximo que você pode fazer é prolongar a vida dele… — Diz Lutz.

— Dark Force, eu comecei toda essa jornada para vingar a morte do meu irmão, e deixei que a vingança me transformasse em alguém forte, mas tive que enterrar meus sentimentos no meu coração. Você deve pagar por tudo o que fez, mas… Eu aceito o seu ultimo desejo. Vou prolongar a sua vida o máximo possível.

— Mas Alis! - Grita Odin — Ele é o nosso inimigo!

— Mesmo que seja um inimigo, tem um sonho a realizar. — Diz Alis — Diga-me, Dark Force, suas ultimas palavras.

Era inesperado. A campeã do bem, a heroína de Algol, uma legítima serva da grande Luz, dando-lhe a chance de se explicar!? E ainda dizendo que ele poderia ter… um sonho? Se antes seu olhar era de ódio e desespero, agora havia um pouco de esperança. Alguém se lembraria, ela se lembraria, valia a pena tentar.

— O que estou fazendo é uma traição à escuridão profunda, mas as suas palavras me libertaram dos grilhões dela impostos a mim. Eu sou apenas um ser poderoso que foi capaz de manter a própria identidade enquanto outros se tornavam a treva profunda. Há muito tempo atrás uma civilização de formas de vida espirituais se dividiu, causando uma guerra terrível. O lado vitorioso selou o lado perdedor em uma dimensão alternativa, criando 4 planetas e uma estrela para manter o lacre. Durante muito tempo a raça vitoriosa nos manteve preso, e isso fez alguns de nós se fundirem em um único ser, com desejos de vingança e ódio. Raças inteligentes foram criadas para manterem o lacre, mas até os vitoriosos e aqueles nomeados Protetores, acabaram morrendo ou sendo esquecidos.

— Então, a escuridão profunda mandou você aqui para destruir o selo? - Diz Myau.

— Não. Ela pretendia mandar outro Dark Force para aniquilar tudo, mas eu consegui me adiantar e saí da fenda dimensional antes. Existem outros como eu que não sucumbiram à Escuridão Profunda. Eu queria libertá-los. Para isso eu teria que enfraquecer apenas uma pequena parte do selo, senão a escuridão profunda também passaria. Meu plano era me infiltrar em Motávia e destruí-lo, para poder liberar meus irmãos.

— Entendo. — Diz Alis — Você estava tentando salvar seus semelhantes e para isso você teria que aniquilar milhões de vidas, já que seria impossível evacuar o planeta, pois Lassic controlava as naves e provavelmente quando soube de suas intenções foi mais leal à escuridão profunda, e fechou os espaçoportos. Sinto muito mas você falhou.

— Faz sentido. Por que você daria aquela carta para Alis para que eu entrasse no grupo se você só quisesse destruir tudo? No final, não teríamos vencido Lassic se um de nós não tivesse se unido ao grupo. Você salvou Algol quando fez isso.

— É… - de súbito os olhos de Dark Force estavam úmidos, seria sangue ou… Lagrimas?

— Acho que fui humano por tempo demais. Eu iria destruir tudo inclusive com vocês no planeta, mas… a mente do governador de Motávia era muito nobre… Até mesmo uma força das trevas como eu não poderia resistir. Até mesmo… a pior das trevas… busca a luz… não é?

— Não haveria trevas sem luz, nem luz sem trevas - Alis chorava, pois ia perder mais alguém — Deve haver outra maneira de salvar aqueles que querem a luz… Eu juro que irei descobrir alguma maneira de libertar seus semelhantes. Nenhum castigo deve ser eterno para aqueles que querem viver! Um povo inteiro não pode ser condenado deste jeito! Você não vai desaparecer Dark Force, por que nós sabemos quem você foi e JAMAIS IREMOS NOS ESQUECER!

— O…brigado…

— Um túmulo estranho para aquele que parecia o enviado do mal — Diz Lutz. Eles estavam em uma vila recém-fundada de Motávia, Termi. Enterraram lá o que sobrou de Dark Force e subitamente o terreno de perto daquele lugar se transformou em um lugar verde e bonito. Os moradores ficaram muito felizes e atribuíram isso à vinda da heroína…

— Vamos construir uma estatua sua aqui, Alis! — Disse um senhor.

— Não precisa disso! Já disse que não fiz nada! Só gosto muito desta vila!

— Ela gosta da nossa vila! — Diz um garoto — A heroína gosta da nossa vila! Uau!

— Pena que o Odin não veio conosco não é? — Diz Myau, que havia conseguido controlar a transformação das asas para parecer um gato almiscarado normal.

— Ele está muito ocupado. Foi para Paseo para fundar uma Guilda de Mercenários caçadores de monstros! Vê se pode! - ri Alis - Acho que ia chamar de “Hunters”.

— É a cara dele. — Diz Lutz — Odin não consegue ficar quieto mesmo com todo o dinheiro que acumulou!

— Eu vou para Dezóris com alguns gatos Almiscarados para fundar uma colônia! Lá é o nosso mundo natal!

— Alis, será que eu e você… Nós… — Lutz começa a falar…

— Hm? Ah eu irei vagar pelo espaço para impedir que Dark Forces ruins venham para Algol e libertar aqueles que querem apenas a luz. Esquentar trono não é para mim! Era isso que você ia perguntar, certo?

— Ah, claro… Eu irei para Dezóris junto com o Myau… Lá parece um bom lugar para ensinar magia… Isolado, tranqüilo e com muitos segredos para desvendar!

— Então é aqui que nos separamos… Foi muito bom lutar junto com vocês! Até mais!!! — E Alis corre para uma nave espacial para um único ocupante - Cuidem bem do Landale!

— Você devia ter dito a ela. — Mia o Gato Almiscarado — Você acabou perdendo uma grande chance, Lutz.

Muito tempo depois.

— Rune! já faz muito tempo que você não pára de olhar para essa estátua velha! - Diz vovô Dorin - A torre Ladea está próxima!

— Tem razão Myau, ele foi mesmo um grande idiota. — Diz Rune, com lágrimas nos olhos, lágrimas de alguém que já se foi, mas cujos pensamentos, E SENTIMENTOS, ainda residiam em seu coração.

fanworks/fanfictions/fic-030.txt · Última modificação: 2009/01/13 11:58 (edição externa)

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