A GAZETA DE ALGOL

"O morto do necrotério Guaron ressuscitou! Que medo!"

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A Ultima Missão

Autor: Kal Banga

!!! AVISO: Algumas descrições serão um pouco fortes, em relação a sexo e violência !!!

Motávia. Vários anos se passaram desde que Chaz e seus companheiros haviam destruído Dark Force. A paz havia voltado ao planeta, mas a situação do clima piorava a cada dia…

O Planeta verdejante que viu a destruição de seu irmão Palma voltava gradativamente a ser um deserto. Os pesquisadores da Universidade de Motávia lutavam literalmente contra o tempo. O deserto havia engolido Zema e a própria universidade, que havia se mudado para o Templo do Soldado. O pior é que as cidades se isolaram e se tornaram quase feudos, onde as viagens eram praticamente proibidas. A pena para quem saísse de sua cidade era um corte limpo no pescoço em praça pública ou o exílio absoluto. A segunda opção era pior do que a primeira, pois iria agonizar no deserto escaldante ou ser morto por um monstro bizarro.

Mas viajantes existiam. Seres de extremo poder, ou pelo menos acompanhados destes. Bandidos, nômades, famílias… Cada um tinha seu motivo para não viver em cidades. Mas nem todos.

Ela tinha uma missão. Triste e ingrata.

O garoto acompanhando a moça segurava duas espadas desajeitadamente. Nas costas havia muitos equipamentos, desde comida até Trimates, spray especial que tinha uma grande capacidade de recuperar danos. O menino andava com os olhos baixos, corpo curvado devido ao peso. Quem sabe esta mãe pudesse ser considerada desnaturada, se ela não fizesse isso pela vida do seu filho. Se ela for um pouco mais lenta, não poderá salvá-lo.

A situação que ela temia ocorreu. Bandidos. Em outros mundos estes poderiam ser apenas desclassificados, mas não aqui. Fracos não agüentam o deserto. A moça não procura fracos. Ela precisa encontrar os humanos mais fortes que puder. Era sua missão, sagrada e necessária.

Eles abrem o sorriso ao ver o belo exemplar de mulher a sua frente. Seios belos, cobertos por um peitoral negro, o resto do corpo coberto apenas por uma especie de maiô. Os baixo-ventres de dois homens se alegram. Iam comer coisa melhor que suas colegas de trabalho. As mulheres do bando sacam suas armas ao verem os itens valiosos que ela carrega no braço, garras de lacônia, um material sagrado e muito raro. O sexo não as interessava, mas os itens sim. Uma delas olha cheia de cobiça o menino de 9 anos. Talvez ele seja quem valha mais, no mercado de escravos…

— Quem se intitula líder de vocês? — Diz a moça com voz bela, mas firme aos que se aproximavam.

— Eu, docinho… Que tal você se entregar logo que a gente poupa o garoto… Para os mercadores! — diz o homem mais velho, com barba rala e suja, risadas de seus homens podem ser ouvidas de longe.

— Pelo visto é pela idade, velho caquético. Quero saber quem é o mais forte!

— Olha só, ela quer… Velho Caquético! Vou te mostrar por que eu mando nessa joça!

O velho avança sobre ela, segurando duas facas muito rápidas. Não rápidas o suficiente. As garras da moça de cabelos rosa agem antes que ele perceba. A dor vem depois. Muita dor.

— Meus braços! Arrrrgh!!!

— Patético. Esse não serve. Que tal se alguém mais se apresentasse?

— Ora, ora espera que lutemos justo — Diz um dos jovens — você fez bem em inutilizar o velho Koul, já estávamos fartos dele. Agora vamos cair de pau em você em todos os sentidos! Vamos atar em conjun…

Rika não espera o comentário do bandido. Não queria perder tempo, pois não tinha muito. Começou a atacar o bando rapidamente. Olhos vivos para ver quem era mais forte. O garoto que estava com ela começa a murmurar como se rezasse, mas suas mãos não estão unidas.

— O moleque vai atacar! Kelya!

— Já vou! Morra pirralho!!

A mulher atira com sua besta, mas a seta se quebra antes de atingir a cabeça do rapaz. Não era uma reza, nem uma técnica elemental, era um feitiço de Muro. Magia pura, antiga, esquecida. O garoto iria valer mais do que tudo que a mulher tinha. Eles não tinham o que temer. Estavam com Nido, um ex-hunter que já havia sido comparado a Alys Brangwin, a guerreira dos oito golpes. Mas estranhamente ele não agia. Apenas defendia os golpes de Rika com seu poderoso Machado de Lacônia, que pertencia desde tempos imemoriais a sua família.

A guerreira das garras atacava rápido e não perdia tempo. Via que seus inimigos só tinham sobrevivido ao deserto por sorte. Ou talvez… Aquele homem loiro com um machado… Tinha que agir rápido!

— Rui! Fire Storm agora!!!

O garoto fecha os olhos e estende a palma da mão. Murmura palavras de poder antigas e das suas mãos surgem três pequenas bolas de fogo, que se unem em uma maior. Rika concentra o vento na palma da sua mão, como um pequeno ciclone… A técnica que aprendeu com sua amiga e antiga companheira de viagem, Alys…

— ZAN! — Grita Rika! — FLAELI!— Acompanha Rui!

Um enorme ciclone surge, carregando de chamas mágicas, se espalhando pelo campo de batalha e sendo controlado por Rika e Rui. Os bandidos tentam fugir, mas todos são engolidos pela tempestade de chamas. De súbito ela se desfaz, revelando corpos chamuscados e carbonizados. E um homem com um sorriso muito, muito cruel.

— A Hunter que acompanhou os lendários Chaz Ashley e Alys Oito-Golpes… Obrigado por fazer o serviço que eu ia fazer — e pondo a mão em um alforge negro, possuído por um dos bandidos, retira uma jóia vermelha.

— O olho de Casba! Ouvi falar que tinha desaparecido do museu de Valkaria! — Diz Rika

— E eu me juntei a este bando apenas pela chance de tomá-lo. Eu iria embora se não fosse pelo garoto… Ele realmente vale muito para algumas pessoas.

— Para mim ele vale muito mais.

— É mesmo, Rika Ashley? Mas eu sei que você não vai ceder facilmente… Então vou ter que começar apelando!!! FlameAxe! — E o machado de Nido Tyrone se enche de chama vermelhas!

— ILLUSION! — Diz Rika, criando várias copias de si mesma.

O guerreiro golpeia Rika, cortando sua cabeça, mas logo cai em si e vê que atingiu apenas uma das copias. Sentindo a oponente se mover cada vez mais veloz, coloca a palma esquerda no peito e conjura…

— StoneBody! — E seu corpo se torna duro como pedra, as garras poderosas de Rika não conseguiam nem arranhar a pele de Nido. Sim! Era esse o homem que estava procurando! Mas antes de pôr sua estrategia em pratica, segura o peitoral negro de Rika com uma das mãos.

— Não é nada pessoal. Vou levar sua armadura, deve render umas boas mesetas.

— Pode ficar com ela — E com um giro rápido, Rika se desvencilha de seu peitoral negro, passando por baixo das pernas de Nido e alcançando suas costas. Mas vou ficar com uma coisa sua! DOUBLESLASH!!!!!!

4 cortes vigorosos de cada uma das mãos de Rika atingem as costas do seu adversário, no mesmo lugar. Rui corre para perto da Mãe e joga a espada vermelha de lâmina fina nas mãos dela. Girando o corpo e se aproveitando da falta de agilidade do inimigo com pele de pedra, ataca com a técnica do seu falecido marido:

— CROSSCUT — Corta lateralmente aonde as garras atingiram e depois desfere um vigoroso golpe vertical que corta as costas do inimigo, jogando-o no chão.

— Vá para trás daquelas ruínas, Rui. E não volte até que eu o chame.

— Sim mãe… — Os olhos do garoto estão marejados de lagrimas. Detesta saber o que sua mãe vai fazer. Segura bem firme a bandana vermelha que pertenceu a seu pai. Sabe que a maior herança da sua mãe é ter que ele próprio continuar a sua ingrata missão que irá salvar o mundo. A única coisa que pode salvar aquele mundo.

— Ah… Neiblade… Como… — A guerreira o deixa deitado de barriga para cima, sentando sobre o seu ventre.

— Shhhh, não fale. Você não tem muito tempo de vida — E crava as garras nas mãos de Nido, que grita de dor. — Nosso mundo não precisa de alguém que venda crianças em um mercado, mas o filho desse alguém deve nascer bem forte, e educado por mim se tornará alguém útil para o mundo. Diferente de você. — Rika derrama um líquido estranho na boca do homem e o força a engolir.

O homem sente uma estranha convulsão no baixo ventre, e fica estupidamente excitado. O corpo sangrando, todo machucado do jeito que estava mais aquele estado iria acabar matando-o, afinal o sangue está localizado apenas em uma única parte do seu corpo… Sua vida é tomada pela matriarca da humanidade, e esta sai carregando vida dentro de si própria.

Parte da missão estava completa. Rika era um biomonstro especial que podia cruzar com seres humanos e sua prole terá uma grande resistência a elementos e danos, sendo muito mais forte que a maioria dos humanos. Provavelmente será a raça que vingará no mundo. Ela nasceu para isso e ela não vai parar. E seus filhos vão continuar fazendo isso, até que a população se estabilize e o mundo esteja salvo.

Algum tempo depois, do outro lado do morro, Rui está sentando, fazendo desenhos na areia com sua espada de lâmina larga. Rika aparece logo atrás.

— Pensei que você ia me chamar — diz o garoto.

— O que sobrou não era bonito de se ver. Resolvi vir — e sorri para o filho.

— Mamãe, conta mais sobre o papai!

— Ele era um homem fantástico que sempre lutou contra o mal. Mesmo quando a covardia o invadiu ele soube reagir e seguir em frente. Foi humano, cometeu falhas, mas tinha um coração de lacônia e um bom humor fantástico!

— Ah, quem também tem um bom humor fantástico é o meu padrinho Raja! Adoro as piadas dele!

— Hahahaha, seu pai não gostava tanto do humor dele, mas eram grandes companheiros!

Um roncado do pequeno era ouvido.

— Ops! Tô com muita fome! Mamãe, faz Sandworm assada na fogueira?

— Claro meu filho, encontrar uma neste deserto não vai ser nada difícil…

fanworks/fanfictions/fic-029.txt · Última modificação: 2009/01/13 11:58 (edição externa)

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