A GAZETA DE ALGOL

"O morto do necrotério Guaron ressuscitou! Que medo!"

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O verdadeiro final de PSII

Autor: David Filip
Tradutor: Orakio Rob

A conclusão de Phantasy star II foi, na minha opinião, a melhor da história dos video games. Após uma jornada tão longa e complexa eu fiquei chocado ao ver um comentário social de tamanha relevância, eu tive que retornar ao save e vencer o jogo de novo várias vezes.

É ainda mais chocante imaginar o que a Sega originalmente tinha em mente antes de decidir publicar PSII – por sorte, posso compartilhar isso com vocês agora. Acho que eles abandonaram esse final no último minuto porque sentiram que o “Eu me pergunto o quê eles verão nos últimos dias” seria mais dramático e tornaria mais fácil a criação de uma sequência. Decida por você mesmo, e sinta-se à vontade para me enviar emails e me dizer o que você acha.

Aviso: Essa é uma história imaginária. Pode não ter acontecido.


Com um rápido manejo da Espada Nei, Rolf embainhou sua arma e fitou o maquinário arruinado. “Nós conseguimos. Nós derrotamos o Cérebro-Mãe. Algol está livre novamente. Os sistemas de clima, energia e os computadores do bio-sistema não estão mais sob seu controle. Será difícil retomarmos nosso planeta, mas devemos persistir. De alguma forma, eu sinto um forte indício de esperança.”

“Uau,” Anna comentou. “Você tem esperança em uma vida sem eletricidade? Tá brincando? Pensei que os vivos deveriam estar invejando os mortos.”

“Claro que estou brincando. Eu planejava ligar meus video games diretamente às represas assim que nós voltassemos.”

“Esqueça os video games. Voce sabe o que eu farei quando nós voltarmos a Mota.” Rudo falava alegremente. “Vou comer um bolinho palmiano inteiro, sozinho. Eu me pergunto o que faz a comida daquele chef ser tão boa.” Hugh sorriu e disse em tom seco. “Provavelmente, são os cogumelos psico-ativos que ele tem no porão–”

A voz de Lutz psiquicamente ecoou na mente dos aventureiros. “Vocês devem prosseguir. Existem outros a bordo desta espaçonave. Vocês nao podem retornar novamente.”

“Huh?” Rolf ficou confuso com essa. “Eu não entendo. Que diabos significa isso?”

“Vamos saber em breve.” Hugh apontou para uma escotilha que surgia. Todos os quatro membros do grupo entraram na escotilha de uma só vez. Eles encontraram centenas de pessoas parecidas com palmianos. Seu líder estava no centro do aposento e falou com eles.

“Bem, voces passaram por muita coisa para chegar até aqui. Vocês destruíram o Cérebro-Mãe, e por isso vocês devem sofrer, mas nós podemos facilmente construir outra. Voce quer saber por quê nós viemos para Algol?”

Rolf deu um passo a frente, olhou nos olhos do lider,e disse uma única palavra, com muita intensidade: “Não.”

Pego de surpresa, o líder continuou. “Você vai morrer mesmo, então nós contaremos a você.”

Rolf deu mais um passo adiante e repetiu a palavra, mais alto e com mais ênfase do que antes: “Não.”

O líder franziu a testa, ele obviamente não tinha experiência em lidar com pessoas que respondiam a perguntas desse jeito. Ele apenas abanou a cabeça e fingiu ter ouvido mal. “Muito bem. Se você quer saber, então vou contar–”

Rolf finalmente fez sua voz ecoar pelos salões da espaçonave. “CCCCAAAALLLLAAAAAAAAAAABBBBBOOOOOOOCCCCCCCAAAAAAAAA!!!!!!”

Já incomodado ao ponto da intolerância, o líder lançou as mãos ao ar. “Matem-nos.”

Felizmente para nossos heróis, a magia de Lutz trouxe Kain, Shir e Amy para o lado de Rolf.

“Nunca mais faça isso sem me pedir antes!” Shir gritou aos céus, na esperança de que Lutz pudesse ouvi-la. “Se você me pegasse há um segundo atrás, eu estaria no banheiro.” De forma mais agradável, ela perguntou “Quais são as novidades, Rolf?”

“Eu finalmente compreendi porque Lutz nos queria aqui reunidos, e porque ele não quis que nós regressássemos. Aquele bastardo quer o crédito pela derrota do Cérebro-Mãe só para ele! Ninguém pode contradizer a história dele se nós não estivermos no caminho!”

Enquanto várias centenas de inimigos se aproximavam, Rudo ajeitou seu Neishot e disparou. “Não podemos segurá-los para sempre–”

Amy sacou seu Acid Shot e o descarregou na cara dos inimigos, “você tem razão, mas você conhece meu lema: Matar! Matar! Matar!”

Um grande quebra-pau teve início, mas após uma simples comparação de HP e TP, Rolf sabia que seus amigos perderiam. “Estamos cercados, estamos ficando sem Star Mist e Lutz não nos deixa retornar–Já entendi!” Subitamente Rolf usou a técnica Ryuka e saiu de cena.

Ana levou uma pancada na cabeça e foi ao chão enquanto Kain levava um tiro pelas costas. “Temos que fazer algo!” Shir gritou.

“Estou sem magias de cura e não tenho TP suficiente para usar Rever,” Amy gritou enquanto bloqueava um ataque.

“Hugh?”

“Rolf talvez tenha algum trunfo, mas ele se foi. Para onde ele foi?”


A Mansão Esper, normalmente um lugar de quieta meditação, atualmente um pandemônio. Espers corriam de um lado para o outro em pânico.

“Oh não! O fim está próximo!” um dos Espers lamentava.

“Eu sabia que eu devia ter acendido uma Tocha Eclipse!” outro sugeriu.

“Estamos condenados!”

“O que houve?” Lutz afastou-se de seu trono e observou os pacíficos céus dezorianos com seus seguidores.

“Veja o senhor mesmo!”

Os olhos do antigo Esper lentamente focaram no brilhante objeto, e sua já pálida face assumiu um tom fantasmagórico de branco.

“Você sabe o que é isso mestre?”

Lutz respondeu devagar. “Sim.”

“Bem, está seguindo nessa direção, rumo à mansão! É um cometa? Um meteoro? Ou os deuses estão furiosos?”

“Não.”


A tripulação da nave jazia morta e queimada na sala de controle enquanto Rolf exauria sua TP com suas técnicas Nafoi. “Agora que me teleportei para a sala de comando da nave, posso ser um agente em minha última missão.” Ele já havia assumido o controle da nave e planejava um percursso.

“Lutz, você mexeu com o cara errado.” Rolf começou a rir para si mesmo enquanto pilotava a nave através da atmosfera de Dezóris, em clara rota de colisão com a Mansão Esper. “Você finalmente atravessou a linha da cobiça que nenhum homem deve atravessar.” Ele tornou a rir.

Então, a Mansão tornou-se visível, se aproximando cada vez mais da nave. Rolf caiu na gargalhada.”Ah ha ha ha ha! Essa vai ser ainda maior do que aquela colisão de 10 anos atrás!” Ele cuidadosamente direcionou a nave para que o bico da mesma apontasse diretamente para o velho Esper na janela. Um brilho maníaco tomou seus olhos e sua voz. “Ha ha ha ha! O quão famoso voce acha que será agora?”

Um breve instante antes do impacto, Rolf e Lutz trocaram olhares através da janela da nave. “HAH! HA! HA! HA! HA!”

Texto original: http://www.phantasy-star.net/fanfics/misc/psiireal.html

fanworks/fanfictions/fic-011.txt · Última modificação: 2009/01/13 11:58 (edição externa)

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