A GAZETA DE ALGOL

"O morto do necrotério Guaron ressuscitou! Que medo!"

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Um prólogo para Phantasy Star IV

Autor: Bruce Chang
Tradutor: Orakio Rob

Nota do autor: Essa história foi baseada em fatos apresentados no jogo, e foi inspirada em algumas perguntas deixadas em aberto na trama da versão em inglês de PSIV. Aqui estão alguns fatos e perguntas que usei para construir minha história:

Após a morte de Alys, Chaz observa as estrelas. Rune vem até ele, e Chaz conta que fez algumas coisas ruins antes de Alys o acolher para treiná-lo na arte da luta. (Que coisas ruins Chaz fez?)

Durante a missão da guilda em Torinco quando o grupo enfrentou Rappy, Chaz perdoa Sekreas e diz “Não posso dizer que não o compreendo.” Chaz insinua que também havia feito algumas coisas ruins, e que ele se identificava.

Quando partem em busca do Alsulin, Alys topa com Rune. Eles já haviam se encontrado antes (mas como?), e ela fica um pouco corada quando diz que seria um prazer tê-lo no grupo. (Há alguma coisa no passado deles dois?)

O dono do bar de Aiedo conhece Alys, o que significa que ela vai ao bar com alguma frequência.

Na casa do avô Dorin, Rune acalma Alys, e naquela cena, parece que eles haviam sido marido e mulher.

A morte de Alys: Alys diz a Chaz que Rune sabe de uma forma de derrotar Zio. (Por quê Rune saberia? Alys sabia que Rune era Lutz e que ele sabia a respeito de Dark Force? Talvez isso a tenha levado a acreditar que Rune sabia de uma maneira de derrotar Zio.)

A morte de Alys: Ela chama os nomes de Chaz e Rune, possivelmente os dois amores de sua vida (…Rune…Por favor ajude…Chaz…Rune…)

Como Rune chegou a Motávia? Numa espaçonave? Quando Lutz tocou a esfera telepática e recebeu a memória de Noah?

Não haviam pistas que indicassem que Chaz tinha um parceiro chamado Luis. Isso foi inventado para agitar a história.

Eu suavizei um pouco a personalidade de Alys, porque vemos sua verdadeira personalidade no momento de sua morte. Não uma guerreira endurecida, ousada e agressiva, mas gentil e dócil (o que nós notamos quando ela diz a Chaz que ele se tornou um adulto honorável antes que ela se desse conta de isso.)

Eu adoraria descobrir a verdadeira trama do jogo. Supostamente a versão japonesa não deixa nenhuma pergunta sem resposta.

Aproveite a história, e entrem em contato comigo!

PARTE 1: Chaz

Estava começando a entardecer, e Chaz estava com fome novamente.

Ele teve sorte naquela manhã; Quando uma das habitantes da cidade saiu de casa, Chaz viu onde ela escondeu a chave, sob alguns arbustos no jardim. Quando ele a viu entrar no mercado, correu para dentro da casa com seu amigo. “Uau, olha esses vasos!” Chaz exclamou. “Eles nos pagariam uma semana inteira de comida!”

Luis contrariou-o. “Chaz, eu não quero me envolver em roubo de vasos. Quando ela der por falta deles, vai chamar a polícia, a polícia vai rastrear o pote até o mercado ao qual nós o vendemos, e o vendedor dará nossas descrições. Acho que a gente tem que procurar comida, pegá-la e fugir.”

Chaz olhou duramente para Luis. Luis sempre foi mais reservado em relação a essas invasões. Ele as fazia apenas para sua sobrevivência, e não faria nada de imoral até que sua vida estivesse em jogo. Ele era um rapaz alto, porém magro, e tendo 12 anos de idade, era meio ano mais novo que Chaz. Eles dois cresceram nas ruas, e ambos pareciam estar sempre cobertos por um casaco de sujeira. Chaz era o mais forte dos dois, mas Luis era mais esperto e era mais difícil pegá-lo do que a Chaz. Mas apesar de sua falta de vontade em participar desses furtos, ele se tornaria um assassino se enfurecido. Uma vez, enquanto caminhava pelo mercado, um vendedor de rua o insultou, chamando-o de inútil. Luis não deu uma palavra em resposta. No instante seguinte, Luis estava em cima do vendedor, afundando seus punhos na face do pobre vendedor, enquanto dois hunters tentavam separá-los com grande esforço. Luis escapou dos hunters e fugiu. Chaz acompanhou todo o evento à distância, e imediatamente simpatizou com Luis. Desde então eles tem andado juntos.

“Vamos, Luis. Vamos levar os vasos para outra cidade e vendê-los por lá,” disse Chaz resoluto.

“Mas vamos ter que atravessar o deserto. A cidade mais próxima é Nalya, mas mesmo até Nalya, é uma caminhada de cinco milhas. Vamos ser mortos por Sandworms, com certeza.”

Luis estava certo. Sem terem um Hunter como guardião, seria impossível que eles atingissem Nalya sem serem destroçados pela vida selvagem local. Chaz uma vez furtou uma adaga do bolso de um hunter na guilda e decidiu aventurar-se fora dos portões da cidade contra a vida selvagem. Ele havia dado apenas alguns passos quando uma enorme força o atingiu por trás e lançou-o ao chão. Ele se voltou e viu um filhote de Sandworm se aproximando dele e tentou atingi-lo com a adaga. Mas ele não tinha jeito com a arma, e ao invés de cortar o sandworm, a adaga escorregou de sua mão. Chaz correu de volta para a cidade.

Agora, no quarto da casa de outra pessoa, sua escolha era clara. Arriscar a vida para vender os vasos, ou deixar os vasos e procurar por comida. Chaz foi forçado a concordar com Luis. “Droga, você tem razão. Por quê você está sempre certo?”

Luis sorriu para Chaz. Eles seguiram para a cozinha e esvaziaram os armários de comida, e então escalaram a janela e correram com seu saque. No beco, eles deram uma boa olhada em seu tesouros roubados. A maior parte estava estragada, mas conseguiram fazer um café da manhã para eles. Com seus estômagos cheios, eles caíram em um sono profundo no beco escuro. Quando eles acordaram, o sol estava se pondo… E eles estavam com fome.

Nenhum deles falou nada. Chaz estava imerso em seus pensamentos, e Luis não falava porque Chaz estava quieto. Após um longo silêncio, Chaz virou-se para Luis. “Não podemos continuar vivendo nossas vidas desse jeito. Se as coisas continuarem assim, vamos ser vagabundos para sempre, ou vamos ser pegos e passar o resto de nossas vidas na cadeia.”

Luis consentiu com a cabeça. Chaz continuou, “Eu ouvi dizer que a comissão da guilda dos hunters é guardada em um quarto secreto atrás do balcão da recepcionista. Pelo que eu ouvi, um hunter poderia ganhar ate 80.000 mesetas por um serviço. Então tem que haver dinheiro na guilda. Se nós pudéssemos…”

“Se nós pudéssemos o quê? Nos esgueirar por lá e pegar o dinheiro? Chaz, voce pirou? Há um minuto atrás, você estava dizendo como seria terrível passar o resto da vida na cadeia. Se for pego nessa, certamente vai pegar prisão perpétua.”

“Sim, voce está certo, Luis, mas nós vamos <>planejar esse roubo. Não vai ser um ataque às cegas; tudo vai ser planejado.”

Luiz ainda parecia duvidar. “Não, eu não quero.”

“Ouça, é assim que nós vamos fazer. E VAI funcionar, se você me ajudar. Apenas pense em colocar as mãos naquele dinheiro! Ok, vou entrar na guilda, e ler todas as menssagens nas paredes sobre hunters. Dez minutos depois, você entra correndo dizendo que a casa da recepcionista está em chamas. Todos vão correr para lá para apagar o incêndio. Então nós pulamos atrás do balcão, pegamos o dinheiro e sumimos.”

“De jeito nenhum. Não vou participar. Prefiro tentar achar um emprego para ganhar a vida.”

“Ótimo… Você vai mudar de idéia quando sentir fome.”

Mas eles já estavam com fome. Luis sugeriu que eles invadissem a casa na qual haviam entrado pela manhã, mas notaram que haviam pessoas na casa. A noite passava, e nenhuma oportunidade vinha. Eles não iam conseguir mais um lanche naquele dia. Não era incomum para eles ter apenas uma refeição diária, mas Chaz estava decidido a fazer Luis cooperar com seu plano, e continuou atormentando Luis descrevendo alguns dos pratos deliciosos preparados pelos donos de estalagens. Na tarde do dia seguinte, depois de não vislumbrar nenhuma chance de roubar comida, Luis aceitou

PARTE 2: Rune e Alys

Alys estava diante do portão principal de Aiedo com seus braços em torno de Rune e lágrimas em seus olhos.

“Não seja tão infantil, Alys. Eu voltarei, eu prometo.”

“Rune, eu sei que nós já passamos por isso antes, mas eu sinto que você não se importa comigo. Como você pode me deixar agora? Especialmente depois de eu revelar meus sentimentos por você. E de você me dizer que sente o mesmo. Sei que você é um Esper, e que você pode sentir coisas, e você tem essa sensação de que precisa retornar a Dezóris, porque é seu destino e tudo mais, mas e quanto ao nosso destino? Você não pode senti-lo?”

“Me desculpe Alys. Eu sei que sou um pouco insensível às vezes, mas eu me importo com você. Muito. Então eu decidi contar a você porque eu devo partir. Mas você deve ser forte, Alys, pois o que eu vou lhe dizer provavelmente mudará seu destino para sempre.”

“Estou disposta a fazer esse sacrifício, só para ouvir suas razões para me abandonar!”

“Então vamos voltar para sua casa, e eu contarei tudo”

Há dois mil anos atrás, havia um esper chamado Lutz. Ele se uniu a uma garota chamada Alis, para derrotar um grande demônio que veio para Algol. Como um esper, ele podia armazenar sua alma e sua memória em uma bola de cristal antes de morrer. Lutz decretou que quando um esper escolhido chegasse, o novo esper deveria absorver sua memória, mantendo o espírito de Lutz vivo. Ele queria que as gerações futuras fossem protegidas do demônio, como ele havia protegido a sua geração. As precauções de Lutz provaram-se valiosíssimas: mil anos mais tarde, o mesmo demônio voltou a Algol, mas o espírito de Lutz foi capaz de avisar aos protetores daquela época, e o demônio foi derrotado. Desde então, o espírito de Lutz transmigrou mais três vezes; e agora, a quarta geração de Lutz está morrendo, e eu sou o escolhido para ser a quinta geração de Lutz. Eu agora tenho uma missão como protetor de Algol.

“Rune, isso é tão nobre. Eu compreendo agora; foi tão egoísta da minha parte querer que você ficasse comigo. Mas agora eu entendo que você deve partir e se tornar um protetor de nosso mundo. Sim, você deve partir agora.”

Rune sorriu para Alys. “Que bom que você entendeu. Além do mais, voltarei depois que completar minha missão na mansão esper, provavelmente daqui a alguns poucos meses.”

Ele se levantou para partir. Eles se beijaram por uma última vez, e ele deixou a casa. Apesar do que ela havia acabado de dizer a Rune, Alys ficou deprimida. Ela afundou a cara no travesseiro e adormeceu.

Quando ela despertou, já estava de tarde. Ela decidiu que deveria fazer alguma coisa para afastar seus pensamentos de Rune, então seguiu para a guilda dos hunters.

Ela se aproximou do balcão da guilda, e a animada recepcionista começou, “Bem-vinda à guilda dos hunters, onde nós enriquecemos… oh! É você, Alys! Nossa, você não parece bem hoje. Posso perguntar o que está incomodando você?”

Alys suspirou, “Só estou cansada, eu acho. Não dormi bem na noite passada.”

A recepcionista respondeu, animada, “bem, não se preocupe, com a lista que temos hoje, parecem não haver serviços muito duros. O primeiro: Um pedido de uma trabalhadora de Aiedo. Minha casa foi roubada, e não tenho dinheiro para alimentar minha filha. O médico disse que ela precisa…”

Alys interrompeu, “Ok, vou ficar com esse. Vou só pegar uns perolymates, e pronto. Quanto ela está pagando?”

“Bem, um… Alys, eu sei que você faz um ótimo trabalho, e espera ganhar sua comissão, mas essa dama esperava encontrar um hunter de bom coração… Eu sei que você costuma desistir desse tipo de serviço quando ouve isso, mas…”

“Não, eu topo,” Alys respondeu com um suspiro.

“Mesmo? Que bom, Alys! A casa dela fica no canto sudoeste da cidade,” a recepcionista atenciosamente acrescentou.

“Obrigada. Estive pensando muito nesses últimos dias, e talvez eu possa fazer mais do que apenas matar monstros. Como ajudar aos necessitados, quer sejam problemas com monstros, ou casos como esse.” Alys pegou-se espondo suas emoções para a recepcionista, e recobrou a compostura. “Eu preciso mesmo é de um drink!” Ela disse adeus à recepcionista e seguiu para o bar. Depois de alguns poucos drinks e de um bate-papo com o dono do bar, ela já se sentia melhor. Ela pensou no que desejava para seu futuro. Ela ainda seria uma hunter? Ou mudaria de profissão? Era uma tradição de família ser um hunter; ela seguiu o desejo de seus pais, e não se arrependia disso. Ela percebeu que não lutava por dinheiro, mas para fazer do mundo um lugar melhor para todos. As pessoas sabiam que ela era uma ótima hunter, mas pensavam que ela o era apenas pelo dinheiro, e mais nada. Afinal, essa era a mentalidade da maioria dos hunters. Havia uma gentileza em Alys que ninguém notava, talvez devido à sua personalidade autoritária. Mas Rune viu essa gentileza interior. “Rune…” Alys murmurou. Então ela percebeu o que desejava em seu futuro. Como seria bom ter sua própria família, com filhos para cuidar, e Rune para ser pai deles! Mas isso teria que esperar, pois Rune havia partido, e ela não teria sua família até que ele retornasse.

Seus devaneios foram interrompidos por uma gritaria na guilda. Subitamente, ela foi tomada por apatia e desinteresse. Ela continuou a beber e a sonhar acordada com Rune. Poucos minutos se passaram e a guilda ficou quieta. Na verdade ficou em silêncio, como se todos houvessem partido. Alys decidiu dar uma olhada na guilda… depois de terminar seu drink.

PARTE 3: Alys e Chaz

“Vai ser moleza, Luis. Não entre em pânico, e logo estará tudo acabado.”

Luis deu a Chaz um olhar confiante. “Sem problemas, estou no clima agora! Preciso de comida!” Ao ouvir isso, Chaz entrou na guilda dos hunters. Quando ele entrou, olhou para os hunters que estavam no local. Ninguém parecia dar muita bola para ele, então ele decidiu parecer ocupado e começou a ler os cartazes na parede. Ele percebeu que havia um registro dos hunters e do número de trabalhos que eles haviam concluído, e que a primeira colocada chamava-se Alys Brangwin. Chaz se perguntou onde Alys vivia, pois uma hunter tão bem sucedida como essa Alys deveria ter muito dinheiro. Ele esperou pacientemente até que Luis corresse e desse o alarme. Ele não se desapontou. Poucos minutos depois, Luis entrou gritando “Fogo! Fogo na casa no canto sudoeste da cidade!” Imediatamente todos se voltaram para Luis, e começaram a fazer perguntas. Ele insistia em ter visto a casa em chamas. Ninguém sequer olhava para a direção de Chaz. Seu plano estava funcionando. A recepcionista, ouvindo parte da confusão, foi perguntar o que estava havendo. “Oh! É a MINHA casa! Rápido, alguém me ajude!”

Os hunters correram para fora para tentar apagar o fogo, enquanto a recepcionista corria para ver como estava sua casa. Chaz aproveitou esse momento para saltar sobre o balcão. Com certeza, havia um quarto escondido à esquerda. Haviam vários baús, e Chaz abriu todos eles. Para sua decepção, haviam apenas algumas poucas centenas de mesetas, e alguns outros itens que não seriam de nenhuma serventia a ele. Ele apanhou o dinheiro, e começava a deixar o quarto, quando viu alguém andando do lado de fora. Era uma mulher, e aparentemente uma hunter, pois usava uma armadura comum aos mesmos, e tinha dois letais bumerangues presos a ela. Ela deve ter entrado e se perguntado onde todos estavam, Chaz pensou. Ela vai sair logo.

Chaz se perguntava o que havia acontecido a Luis. Provavelmente ele havia fugido, e se encontraria com Chaz à noite quando não houvesse ninguém por perto. Mas Chaz precisava deixar a guilda antes que os hunters retornassem de seu alarme falso. E ele não podia sair porque essa hunter ainda estava lá fora. Depois de dez minutos, Chaz decidiu que os hunters já deveriam estar voltando; ele tinha que se esgueirar para fora de lá. Ainda se agarrando às suas recém obtidas mesetas, ele saía pé ante pé do quarto. Agora ele estava em campo aberto. Se a hunter se virasse, ela o veria. Mas a mulher não estava em lugar nenhum. Ele saltou o balcão, e começou a correr para fora da guilda, quando uma voz autoritária o congelou. “Pare aí mesmo!” Era a hunter. Normalmente, Chaz teria continuado a correr, mas sua voz era tão cortante, que ele hesitou. Havia algo fascinante nessa mulher, e suas armas letais o intimidaram. Ele se virou e viu a mulher encostada em uma pilastra. “Devolva o dinheiro, garoto.” Chaz obedeceu.

A mulher olhou para Chaz com severidade. “Você armou isso, não foi? De alguma forma você tirou todos daqui para poder roubar o dinheiro.”

“D-Desculpe,” gaguejava Chaz. “Por favor, não me entregue! Eu farei qualquer coisa!”

“Vê esse dinheiro? Esse dinheiro pertence a um hunter que completou sua missão. Então você não está roubando apenas a guilda, mas os hunters também.”

Chaz não respondeu; ele estava humilhado demais para falar e olhou para o chão. A hunter disse, “Eu devia entregá-lo às autoridades, mas vou te dar uma chance, garoto. Vou levá-lo até sua casa, e nós vamos ter uma boa conversa com seus pais; Acho que eles vão te dar o castigo que você merece.”

“Mas eu não tenho casa, nem pais.”

Alys imediatamente assumiu um tom mais suave. “Você não tem casa nem pais! Como você sobrevive???”

Chaz flagrou-se contando tudo a essa estranha - sobre a sua vida, seu companheiro, Luis, e sobre suas razões para roubar a guilda. Para sua surpresa, a mulher sorriu para ele e disse, “Vamos para minha casa. Você precisa de um banho!” Chaz seguiu-a como um cachorrinho perdido.

“Aliás, meu nome é Alys.”

“Alys Brangwin? A hunter com o maior número de trabalhos concluídos?” Chaz perguntou, repetindo a frase que leu na guilda.

“Sou eu, garoto,” Alys sorriu com orgulho. “Mesmo os ratos de rua já ouviram sobre mim, hein?”

Chaz não respondeu. Ele estava muito atordoado pela sequência de eventos ocorridos. Ele havia roubado a guilda, foi pego pela hunter, que é aparentemente a melhor hunter de Motávia, e ela o havia acolhido. Mas por quê?

“Qual é o seu nome?” Alys perguntou.

“É Chaz. Chaz Ashley.”

“Bem, Chaz, nós vamos endireitá-lo, garoto. Vou torná-lo alguém respeitável e de personalidade. O que você acha?”

“Por favor, não leve a mal, mas…” Chaz respirou fundo e continuou. “Por quê você está cuidando de mim, quando há poucos minutos atrás você ia me prender por roubar a guilda?”

Alys sorriu para ele. “Você TEM personalidade. Posso ver isso em você. Mas não teve pais para orientá-lo, para guiá-lo. E já que eu o encontrei hoje, eu me sinto… eu me sinto obrigada a criá-lo como se você fosse… como se fosse meu filho.”

Chaz percebeu que Alys ficou quieta, perdida em seus pensamentos, então ele decidiu não perguntar mais nada a ela.

Depois de um momento de silêncio, Alys parou e virou-se para Chaz. “Você gostaria de virar um guerreiro? É a única habilidade que possa ensinar a você. É um trabalho muito bem respeitado, e paga bem.”

“Sim! Isso seria legal! Eu posso sair derrotando qualquer um que me desafie. Serei um herói!”

Alys deu a Chaz um olhar severo. “Essa é uma visão um tanto infantil da profissão de hunter, mas você está desculpado desta vez. Você tem muito o que aprender, Chaz. Começamos amanhã? Você será o aprendiz de Alys Brangwin. Esse já é por si só um título que todos invejarão.”

Chaz concordou. “Ok, então, faça de mim um guerreiro.”

PARTE 4: O fim do milênio

Quatro anos se passaram desde que Alys adotou Chaz e começou a treiná-lo para ser um guerreiro. Durante esse período, Alys transmitiu todo o seu conhecimento para Chaz; ela o ensinou como se posicionar, usar adagas e espadas, quando avançar, quando se esquivar e bloquear. Chaz aprendeu rápido e tornou-se um adolescente correto. Chaz nunca mais ouviu a respeito de Luis; ele era esperto e provavelmente abandonou Chaz naquele fatídico dia em que gritou “fogo” na guilda. Mas tudo aquilo parecia irrelevante agora. Logo ele seria um hunter completo e parceiro de Alys Brangwin.

Alys nunca viu Rune novamente. Depois que um ano se passou ela perdeu as esperanças. Ele disse que voltaria em poucos meses, mas um ano já havia se passado, e então dois, e três, e agora quatro. Alys queria poder ir a Dezóris. Ela sempre quis saber como Rune chegou até lá; ela nunca perguntou a ele enquanto ele ainda estava por perto. Agora ela nunca saberá. Ela se lembrou do que Rune disse sobre o demônio de dois mil anos atrás. Ele voltou mil anos depois também. E agora, chegava o fim de mais um milênio, e Alys se perguntava se o demônio atacaria novamente, e se Rune teria que lutar contra ele.

Ela não chorava mais por ele; ele agora era apenas parte de seu passado, e ela seguiu em frente. Ela nem sabia ao certo como reagiria se o encontrasse hoje. Alys suspirou. Ela deixou de lado todos os seus pensamentos e se concentrou nos eventos que estavam por vir. Hoje, ela havia recebido uma menssagem da cidade de Piata, a cidade do aprendizado. O diretor da academia de Motávia havia escrito avisando que eles precisavam de bons hunters. “Apenas venham” foi o que ele escreveu. Hoje também foi o dia que ela escolheu para fazer de Chaz um hunter completo e seu parceiro.
COMEÇO DO JOGO PSIV

Jogue o jogo e descubra o resto da história.

Texto original: http://www.phantasy-star.net/fanfics/chang/story.html

fanworks/fanfictions/fic-009.txt · Última modificação: 2009/01/13 11:58 (edição externa)

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